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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°72 - MAIO DE 2003

Mercado

Produtos e mercados para madeira de florestas plantadas

A expanso das florestas plantadas, processo iniciado em 1967, com base em incentivos fiscais, favoreceu trs importantes segmentos do mercado de madeira: celulose e papel, carvo vegetal para fins siderrgicos e madeira processada mecanicamente.

Ao longo dos anos, entretanto, mudanas ocorreram na estrutura dos mercados e no perfil de comercializao das madeiras de reflorestamento. Estas mudanas, devidas s flutuaes na oferta e demanda de matria-prima e produto, que ocorrem tanto no mercado nacional quanto internacional, fizeram com que os mercados se desdobrassem em diferentes sub-setores e nichos mais especializados de usos para as madeiras de florestas plantadas, especialmente Pinus e Eucalyptus.

Um claro exemplo pode ser visto nas variaes cclicas no setor de celulose e papel, que resultam em aumentos e redues dos volumes de polpa e papel produzidos e comercializados, que afetam a rea de florestas em explorao e em reposio anual.

O setor visualizou oportunidades de diversificao de produo e passou a conduzir parte de suas florestas, com diferentes espcies ou clones, sob distintos sistemas de manejo, com o objetivo de produzir tambm madeira slida. A produo destina-se, na forma de toras, ao fornecimento a terceiros, ou avanando no processamento mecnico e produzindo madeira serrada e seca em estufa, para comercializao ao usurio final ou intermedirio.

Variaes no mercado e na comercializao de madeira de florestas plantadas tm sido ainda mais evidentes quando existe um redirecionamento radical no uso da madeira. Um exemplo o caso das florestas plantadas para a produo de carvo vegetal para siderurgia, que por motivo de maior disponibilidade de carvo mineral mais barato e de melhor qualidade, foram re-orientadas para produzir madeira serrada.

Como resultado destas mudanas, os tradicionais mercados se redimensionaram, criando outros segmentos e nichos especficos de usos para as madeiras de florestas plantadas.

Pinus e Eucalipto

A indstria moveleira, especialmente a de mveis seriados, se caracteriza por alta velocidade e grandes volumes de produo. Para manter tais caractersticas, tpicas do segmento, e que garantem a sua competitividade, as empresas moveleiras requerem matrias-primas com propriedades uniformes, principalmente no que se refere densidade, cor e caractersticas tecnolgicas, como trabalhabilidade, facilidade de colagem, reteno de conectores metlicos, adequao a diversos acabamentos, como tintas, vernizes e outros produtos.

Qualquer variao de caractersticas e propriedades da matria-prima usada afeta diretamente os parmetros e a produtividade dos processos industriais de produo e evidentemente, tambm a qualidade do produto final.

Outras caractersticas requeridas pela indstria moveleira em relao s matrias-primas se referem ao seu suprimento industrial, que deve ser constante, a preos competitivos, atendendo aos requisitos de dimenso e volumes.

Neste segmento de mercado, as caractersticas requeridas das matrias-primas podem ser encontradas tanto na madeira slida, proveniente de reflorestamento principalmente pinus e eucalipto como tambm nos painis industriais base de madeira de reflorestamento: compensados, sarrafeados, aglomerados, chapas de fibras, MDF ou OSB.

A produo brasileira de madeira serrada em 2001 foi de aproximadamente 21 milhes de metros cbicos no total, sendo o seu consumo aparente cerca de 19,7 milhes m (ABIMCI, 2002). Destes, 15% ou seja, perto de 3 milhes m de madeira serrada foram destinados indstria de mveis, sendo deste total, aproximadamente um tero originrio de florestas plantadas, especialmente pinus. Tem-se assim, no setor moveleiro que se utiliza de madeira slida, especialmente para mveis destinados exportao, um mercado de no mnimo, 1 milho de metros cbicos por ano de madeira de reflorestamento, com uniformidade de caractersticas e mnimos defeitos.

Esta demanda, que tem todas as condies de mercado para ampliar-se, defronta-se no momento, com um srio obstculo: o j esperado dficit de florestas de pinus em idade de fornecer madeira para serraria e para a indstria moveleira. Estudos recentes estimam j para 2003, um dficit de 11,3 milhes m de toras de pinus. Esta tendncia a dficit dever crescer e por volta de 2020, poder alcanar mais de 27 milhes m (ITTO, 2003).

J se detectam importaes de madeira serrada de pinus provenientes do cone sul, especialmente do Uruguai, que possui um suprimento aprecivel de matria-prima, dentro do raio de alcance da indstria moveleira do sul do pas.

Entretanto, se h incertezas quanto estabilidade do fornecimento de madeira de pinus para a indstria moveleira, existe tambm a constatao da crescente disponibilidade de madeira de eucalipto serrada e seca em estufa, de boa qualidade e em condies de garantir a uniformidade de cor, densidade e caractersticas tecnolgicas, a preos cada vez mais competitivos. Uma tendncia substituio de matrias-primas tradicionais por madeira de eucalipto j visvel em alguns centros produtores de mveis, como Colatina (ES) e redondezas, que esto substituindo as madeiras de rvores nativas, seja por escassez e preo, ou por presso de agncias ambientais.

A partir de campanhas bem estruturadas por parte de produtores e processadores, a madeira serrada e seca de eucalipto tem preenchido com sucesso vrios nichos de mercado, que vo desde madeira seca em estufa para compor a estrutura de mveis estofados, como pode ser visto na produo dos plos moveleiros de Ub (MG) e Arapongas (PR), at a demanda por madeira slida e de maior densidade, de cor avermelhada, para constituir mveis mais sbrios e mais pesados, que transmitam a sensao de solidez e grande durabilidade.

A madeira de eucalipto j comea a penetrar o mercado de exportao, na forma de mveis de madeira certificada em cadeia de custdia. Exemplos marcantes podem ser vistos na pauta de exportao dos plos moveleiros de So Bento do Sul (SC) e, embora ainda incipiente, em Bento Gonalves (RS). O eucalipto, serrado e seco, com cor e densidade uniformes, passou tambm a constituir-se em matria-prima utilizada com sucesso e mesmo com declarado entusiasmo, por alguns dos maiores nomes do Design brasileiro em mveis de luxo.

Construo habitacional

Estudos recentes mostraram que em So Paulo, a madeira usada na construo habitacional, especialmente nas estruturas de telhado, concentra-se em dez a doze espcies, principalmente nativas, embora inclua tambm madeiras de florestas plantadas. Tais madeiras so o cedrinho (Erisma uncinatum), o ip (Tabebuia spp), o pinus (Pinus spp), o pinho-do-Paran (Araucaria angustifolia), a peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron) e outras, em menor proporo, o mogno (Swietenia macrophylla), o cambar (Qualea spp), o jatob (Hymenaea courbaril), a imbuia (Ocotea porosa), o angelim-pedra (Hymenolobium spp), a itaba (Mezilaurus itauba), e outras. Entretanto, a escassez destas madeiras e o seu conseqente alto preo, foram o mercado a constantemente substituir estas espcies por outras, mais abundantes e disponveis a preos mais competitivos.

A demanda por materiais naturais para a construo tem aumentado com a expanso da construo habitacional, no somente nos processos tradicionais, como estruturas, pisos e esquadrias, mas tambm como principal material, constituindo paredes externas e divisrias. Isto notado no s nos centros urbanos, mas especialmente em casas pr-fabricadas, de mdio a alto padro, no litoral ou na serra, em condomnios urbanos e rurais. Esta expanso tem evidenciado a necessidade de matrias-primas de caractersticas uniformes, amplo suprimento e baixo custo, que so encontradas nas madeiras de florestas plantadas, homogneas e de rpido crescimento, especialmente eucalipto e pinus.

Embora o rendimento em serraria das madeiras mais densas, como o eucalipto, possa ser relativamente baixo (45% a 55%), em funo dos dimetros e da conicidade dos troncos, a madeira serrada resultante tm se prestado admiravelmente bem ao uso como material de construo, especialmente tbuas estreitas, pontaletes e vigotas, caibros e ripas.

Com madeira selecionada, peas dimensionadas com base na resistncia mecnica da espcie, conectores metlicos apropriados, e projetos bem elaborados, os institutos de pesquisas, as universidades e as empresas especializadas em casas pr-fabricadas tm produzido prottipos de primeira linha. Com mtodos construtivos modernos, tm-se experimentado a pr-fabricao de painis, com vistas montagem mais rpida nos locais de construo, bem como acabamentos internos modernos, como gesso acartonado, de rpida instalao. Os resultados tm sido encorajadores e os prottipos, tanto de pinus como eucalipto, tm sido expostos e divulgados amplamente na mdia e em exposies.

As boas prticas construtivas incluem sempre o tratamento preservativo da madeira contra o ataque de fungos e insetos, com produtos qumicos de baixa toxicidade, o que confere proteo s peas, principalmente aquelas sujeitas a condies agressivas, de alta umidade e em contato com o solo. Crescentemente, tm-se utilizado acabamentos com produtos hidrorrepelentes, com ou sem pigmentos, visando aumentar a durabilidade da madeira intemprie.

A madeira serrada de eucalipto e pinus, em vigas laminadas e coladas, tem sido empregada tambm na construo de edifcios multiuso, com estruturas do tipo prtico leve, destinados a centros de reunio, escolas, escritrios, salas de aulas e outras finalidades. Estes edifcios diferem daqueles tradicionais, construdos em alvenaria, porque os componentes das estruturas so fabricados em madeira, com peas delgadas, formando estruturas leves, que transmitem os esforos e as cargas s fundaes atravs de uma nica base.

As construes em madeira, de uma maneira geral, oferecem vantagens:

aos projetistas, pois as estruturas em madeira, mais leves, podem ser executadas com conectores simples, em material econmico e com grande variedade de acabamentos. A estrutura leve admite fundao tambm leve, garantindo entretanto, um excelente comportamento.

aos fabricantes, pois este tipo de construo usa menos mo-de-obra, com menor custo e maior rapidez. Neste tipo de construo, as peas utilizadas so geralmente de pequeno comprimento e espessura, e portanto, de fcil desdobro, secagem e tratamento.

aos usurios, pois as habitaes assim construdas proporcionam melhor conforto trmico, em funo de suas propriedades de isolamento.



Na construo de habitaes e edificaes em geral, com madeira de reflorestamento, a matria-prima pode ser utilizada em vrias situaes :

Os painis de paredes construdos com montantes verticais e peas curtas horizontais: o prtico do painel serve para fixar os painis de revestimento A madeira usada deve ter rigidez mdia a alta, boa reteno de pregos, boa trabalhabilidade e no apresentar arqueamento. O material deve estar razoavelmente seco, com teor de umidade de 15% a um mximo de 20%. Os painis externos so construdos com montantes selecionados visualmente e contm as aberturas das portas e janelas. As peas tem medidas bsicas de 50x100 mm (2x4) ou 40x90 mm, espaadas regulamente, e unidas em juntas retas simples, pregadas.

As coberturas podem ser trelias leves, com espaamento entre si definido em funo das dimenses das placas de madeira usadas para cobertura (400 a 900 mm). As peas de madeira so esbeltas, geralmente 40x90 mm, devendo-se verificar os comprimentos de flambagem das peas comprimidas para a colocao de reforos.

A substituio das madeiras nativas usadas em construo civil, especialmente estruturas, por madeiras de reflorestamento, resulta em estruturas fabricadas com componentes mais delgados, e portanto, mais leves. Com isto, a construo habitacional e de outros tipos de edificaes com madeiras de reflorestamento, passa a constituir um mercado em expanso para esta matria-prima.

Um nicho de mercado para as madeiras de reflorestamento de maior densidade dentro da construo habitacional o de pisos de madeira, como tbuas para assoalhos em vrios comprimentos e com encaixes macho-fmea nos quatro lados, tacos e taces, painis e parquetes. Em adio aos pisos de madeiras nativas, o eucalipto apresenta aceitao crescente no mercado, especialmente com as espcies mais densas, como o E. saligna ou mesmo hbridos naturais de Eucalyptus grandis e E. urophylla .

Este ltimo produto j representa item de exportao, tendo a Aracruz vendido uma primeira partida de 10.000 m para a Weyerhaeuser (Weyco), uma das maiores empresas de produtos florestais do mundo, para distribuio nos EUA e Canad.

Nichos de mercado mais sofisticados e especficos podem ser encontrados tambm na rea estrutural, que pode absorver madeiras de menor ou maior densidade e resistncia mecnica, para estruturas de prticos leves, trelias, vigas laminadas e coladas, compostas com painis compensados, componentes estruturais e outros.

Painis base de madeira de reflorestamento



Compensados

A indstria brasileira de painis de madeira compensada apresenta uma produo cerca de 2,25 milhes de metros cbicos (2001), na sua maior proporo destinada exportao. Destes, aproximadamente 50% so produzidos com madeira tropical, e os outros 50%, a partir de madeira de florestas plantadas nas regies Sul e Sudeste, principalmente pinus .

As exportaes brasileiras de compensados tm crescido cerca de 16,5% ao ano desde 1990. Os volumes exportados de 2000 e 2001 oscilaram entre 1,2 e 1,4 milhes de metros cbicos, sendo pases como a Alemanha, Blgica, Estados Unidos e Reino Unido os principais importadores do produto, recebendo cerca de 64% do volume exportado, a preos que tm variado entre US$150 e 250 por m .

O consumo nacional, aproximadamente 875 mil m, destina-se fabricao de mveis (45%) e embalagens (17%). Os compensados consumidos no mercado interno so principalmente de madeiras tropicais, embora o compensado tipo "combi" (face de madeira tropical e miolo de pinus) esteja ganhando importncia, principalmente no setor moveleiro.

Neste setor, a produo de compensados, seja para a exportao ou para consumo no mercado interno, tem se apresentado como um mercado promissor para as madeiras de reflorestamento, especialmente pinus. Lminas de eucalipto, embora de produo ainda incipiente, tm se mostrado tambm um item de procura crescente.



Painis reconstitudos

Os painis reconstitudos (aglomerados, chapas de fibras, MDF e OSB) so fabricados comercialmente no Brasil exclusivamente a partir de madeiras de reflorestamento, principalmente pinus e eucalipto.

Os aglomerados, com produo de mais de 1,5 milho m, representam 62% do total de painis reconstitudos fabricados no Brasil e so quase totalmente consumidos no mercado interno. As chapas duras de fibras de eucalipto um importante produto de exportao, que absorve cerca de 40% da produo nacional. O seu consumo interno da ordem de 300 mil m por ano.

O MDF, preponderantemente fabricado a partir de pinus, tem uso crescente e vem ocupando partes dos mercados de madeira macia e de outros painis, sendo cada vez mais empregado na indstria moveleira. A produo brasileira recente. At 1996 o Brasil importava todo o MDF que necessitava e at hoje a maior parte da produo nacional utilizada internamente. As exportaes so diminutas.

Destes segmentos de mercado, quaisquer volumes de pinus podem ser absorvidos na produo de MDF, OSB e aglomerados. A madeira de eucalipto encontra destinao certa na produo de painis de madeira aglomerada, chapas de fibras, e cada vez mais, lminas de madeira.



Produtos de Maior Valor Agregado

Este um produto de comercializao recente, tendo surgido no mercado com o incio das exportaes de serrados de pinus, por volta de 1994/95. Embora no definido em normas tcnicas nacionais, mas conhecido no mercado como "clear blocks" ou "clears", este produto refere-se s peas de madeira serrada de pequenas dimenses, isentas de defeitos como ns e imperfeies visuais.

A comercializao dos clear blocks dirigida principalmente ao mercado de exportao. Destinam-se confeco de molduras, esquadrias, revestimentos, partes e peas aparentes de mveis, ou para serem vendidos diretamente aos consumidores para uso prprio (do-it-yourself) ou bricolagem. Os clears, quando so emendados nos topos por finger joint, formam peas mais longas, conhecidas como blanks.

O mercado de exportao requer homogeneidade das peas e iseno de defeitos. Os clears so obtidos por rebeneficiamento da madeira serrada, para ajuste de dimenses e eliminao de defeitos, como ns e outras imperfeies. So considerados defeitos proibitivos os ns, a medula, variao acentuada de cor e empenamentos e rachaduras de qualquer tipo. A secagem em estufa e a equalizao dos teores de umidade 12% (base seca) so condies freqentemente impostas pelo mercado e as peas devem apresentar sobre medida para absorver o ajuste s dimenses finais.



As especificaes dimensionais dos clears so bastante flexveis:

espessuras desde 33,3 mm (1.5/16") at 38,1 mm (1.1/2");

larguras desde 46,9 mm (1.7/8") at 142,9 mm (5.5/8"); e

comprimentos acima de 150 mm (6").



Estas caractersticas fazem com que o aproveitamento da madeira serrada na fabricao deste produto seja alto. Em experimento recente, que foi desenvolvido com nfase na produo de clears para exportao, estes constituram 75% do volume total de madeira serrada seca em estufa obtido .

A produo brasileira destes produtos est em franca expanso, assim como sua exportao. Um exemplo pode ser visto nas importaes de clear blocks & blanks de pinus (Pinus elliottii e P. taeda) pela Boise Cascade dos Estados Unidos, a partir dos portos de So Francisco do Sul e Itaja (SC), no perodo entre abril de 1999 e maro de 2000. As importaes alcanaram aproximadamente 16.300 m ao valor de US$ 6,37 milhes, ou sejam, cerca de US$ 390 / m (CIF).

Os clears so produzidos principalmente com pinus, favorecido pelo mercado por ser leve e de cor clara. Entretanto, consultas feitas a fornecedores e compradores diversos j em 1999, indicaram que este segmento de mercado pode absorver clears de eucalipto, especialmente os mais leves e claros, desde que haja uniformidade de cor e de densidade, alm da ausncia de defeitos j mencionada.

Com preos internacionais entre US$ 200 e US$ 300 por metro cbico FOB verificados em 1999, a exportao de clears ainda apresenta variaes, mas sua aceitao pelo mercado parece ser encorajadora.

A produo de madeira serrada e seu beneficiamento um setor que apresenta grandes possibilidades de agregar valor aos seus produtos, especialmente queles destinados ao mercado de exportao. Isto representa para as madeiras de reflorestamento, um conjunto novo de oportunidades e nichos de mercado, at agora apenas explorados de maneira incipiente.

Tais mercados esto operantes e em crescimento para outros produtos de maior valor agregado, tais como como os painis colados lateralmente (edge glued panels - egp), de eucalipto, exportados a US$ 510 a 570 / m, e de pinus, exportados a US$ 430 a 450 / m (ITTO, 2002 e 2003), molduras, com preos variveis de US$ 150 a 296 / m, tbuas para cercas (fencing boards), em mdia a US$ 175 / m (CIF), e janelas, portas e esquadrias, alm de vigas laminadas e outros produtos.

Esta rpida viso dos mercados praticados para as madeiras de florestas plantadas mostra sua diversidade, suas possibilidades de expanso e desdobramento, e sua capacidade de absorver praticamente quaisquer quantidades de madeira produzida.

Isto poder se dar tanto na forma de matria-prima para as indstrias de produtos intermedirios, como os painis base de madeira, quanto na forma de madeira serrada, seca e beneficiada, como produto final, para o mercado nacional ou para exportao.



Marcio Augusto R. Nahuz, PhD

IPT - So Paulo

Maio/2003