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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°59 - SETEMBRO DE 2001

Artigo

Equipamento Ideal Garante Qualidade da Madeira

Cada equipamento de desdobro apresenta um conjunto de caractersticas que o indicam para um certo tipo de madeira e certas caractersticas da tora. Cada equipamento possui caractersticas prprias de concepo que devem ser conhecidas e que interferem na produo, produtividade e rendimento volumtrico. A ttulo de exemplo, a CORFO/ INFOR (1989) realizou um estudo sobre o rendimento no desdobro de Pinus radiata, envolvendo diferentes equipamentos e diferentes classes diamtricas.

Experincias realizadas em So Paulo encontraram um rendimento mdio de 55,6% em Eucalyptus saligna, E. grandis e E. urophylla. Os rendimentos conseguidos tm variado entre 42,0 e 50%, dependendo da classe de dimetro das toras. A produtividade, expressa em metros cbicos de madeira serrada, produzidos numa unidade de tempo, tambm depende do dimetro das toras. Quando se passa de uma classe de dimetro de 15,0 20,0 para outra de 20,0-25,0 cm, o aumento de produtividade da ordem de 106%. Uma vantagem adicional de se utilizar toras de maiores dimetros a obteno de uma porcentagem mais elevada de madeira sem medula ou de lenho juvenil que, via de regra, apresenta altas contraes e baixa resistncia mecnica.

indiscutvel a importncia das abelhas para os reinos animal e vegetal. Dentre os insetos sociais, o homem sempre soube admir-las e delas tirar proveito. So inmeras as vantagens para os que praticam a apicultura, destacando-se a perpetuao do reino vegetal, atravs da polinizao, aumento da produo de diversas culturas, produo de mel, cera, prpolis e vrios outros produtos. A grande vantagem direta e imediata, no entanto, a possibilidade de renda adicional para o produtor rural e a atividade apcola em si no chega a concorrer com outros produtos e, at mesmo, comprometer o desenvolvimento da floresta; ao contrrio, a atividade s amplia a margem de ganhos para o homem e a floresta. Tais vantagens dependem dos vegetais que lhes do origem e determinam a qualidade e a composio dos seus produtos.

Segundo bases conceituais, o nctar um lquido viscoso e aucarado, secretado pelas plantas, que as abelhas recolhem dos rgos florais(ptalas, spalas, estames e pistilos) para transformar em mel. O mel um lquido viscoso, aromtico e doce, elaborado pelas abelhas a partir do nctar ou esxudados sacarneos das plantas, que estocado nos favos para sua alimentao. O mel possui valores variveis de acares, apresentando valores mais altos de glicose e frutose e valores mais baixos de maltose e sacarose. Alm disso, contm elementos flavorizantes(aldedos e lcoois), gua(cerca de 17%) e cido(menos de 0.5% dos slidos). Outros elementos importantes que entram na composio do mel so os sais minerais(variando entre 0,02 e 1%), como potssio, cloro enxofre, clcio, fsforo, silcio, ferro, mangans e cobre. O mel contm, ainda, vitaminas(B e C) e aminocidos, alm de enzimas, plen, nctar, leveduras e outros microorganismos. Pela sua composio, o mel tem sido muito empregado sob diversas formas de alimentao humana. A cera varia de acordo com as flores que produzem o nctar e o plen e originria das glndulas cerparas, situadas no abdmen das abelhas operrias. A cera tem funes medicinais e pode ser utilizada em atividades industriais. A prpolis uma substncia resinosa, de cor castanho-esverdeada, que impermeabiliza a colmia, protegendo-a da umidade. A prpolis utilizada como antibitico, cicatrizante, anestsico e antinflamatrio.

As abelhas so muito importantes na preservao da flora, promovendo o cruzamento de indivduos diferentes e aumentando a produo de sementes. Segundo especialistas da rea , as abelhas tm papel preponderante na polinizao de eucaliptos, atravs da polinizao cruzada. A presena da Apis mellifera em povoamentos florestais aumenta o nmero de cpsulas por pancula, o nmero de sementes por cpsula e o nmero de sementes por quilograma.

O Servio Florestal da Austrlia j conseguiu identificar 672 espcies de eucalipto e muitas delas so aptas para a atividade apcola.

Alguns experimentos j realizados levam a concluses interessantes. O Eucalyptus punctata apresenta florada duas vezes por ano; as espcies E. corymbosa, E. scabra, E. paniculata e E. tereticornis produzem mel muito saboroso e escuro. As espcies E. triantha, E. citriodora, E. maculata, E. microcorys, E. pilularis, E. melliodora, E.viminallis e E. camaldulensis produzem um mel igualmente apreciado e excelente, bem claro e lmpido. As espcies E. alba, E. robusta e E. saligna produzem um mel de cristalizao muito rpida e as espcies E. alba, E. citriodora e E. camaldulensis chegam a ter uma concentrao de 50% de acar nas flores, produzindo um mel que varia de cor, indo do quase branco ao pardo e escuro, passando pelo mbar e vermelho.

Em funo das condies e das variaes bioclimticas locais, algumas espcies apresentam comportamentos e respostas totalmente diferentes de outras locais em que estejam plantadas. Tais variaes se manifestam, principalmente, nas floradas que ocorrem em diferentes pocas do ano, na quantidade e qualidade das peas florais, na presena de inimigos naturais das abelhas e no uso de pesticidas. A ttulo de exemplo, o Eucalyptus saligna apresenta florada nos meses de abril a setembro, na regio de Piracicaba, no Estado de So Paulo e, nos meses de agosto e setembro, em algumas regies do Estado de Santa Catarina. O Eucalyptus tereticornis apresenta florada nos meses de abril a setembro, na regio de Piracicaba, no Estado de So Paulo e, nos meses de setembro a fevereiro, em algumas localidades da Regio Sul brasileira.

Uma observao rigorosa realizada na regio de Rio Claro, no Estado de So Paulo, permitiu um acompanhamento da florada de vrias espcies.

Sem dvida, a apicultura pode ser uma atividade complementar ao setor produtivo que utiliza florestas de eucalipto. A ao das abelhas, alm de promover benefcios sem conta para as florestas e o meio ambiente, pode gerar adicionais de renda na produo de sementes, mel, cera e prpolis.

Setembro/2002

O correto posicionamento e orientao da tora para o desdobro so importantes, pois uma abertura de corte inadequada pode significar grandes perdas em volume ou qualidade da madeira. A tora dever ser fixada firmemente e com um correto alinhamento durante o transporte e passagem pela serra. O sistema integrado de desdobro dever estar suficientemente equilibrado para produzir pequenas espessuras de fio de serra, cortes alinhados, com ferramentas bem preparadas e afiadas, visando produo de superfcies planas e com velocidade de alimentao em nveis aceitveis. Os fatores inerentes s condies operacionais da serra tambm podem influenciar no rendimento obtido, como tipo de dentes, relao largura da trava/ espessura da lmina, tenso da lmina e espaamento entre os dentes da serra. A espessura do corte outro fator relacionado com o equipamento que muito influencia no rendimento. A espessura de corte varia normalmente entre 2,0 a 6,0mm e depende, por sua vez, de diferentes fatores: velocidade de alimentao (maior velocidade de alimentao significa maior canal de corte); espcie de madeira (maior dureza significa menor canal de corte), acondicionamento da lmina (uma adequada manuteno significa menor canal de corte). A condio e a manuteno dos equipamentos podem interferir na produtividade de uma serraria. Equipamentos que no funcionam ou que no operam adequadamente podem ser a causa dessa interferncia negativa.

Para o desdobro da madeira de eucalipto podero ser adotados vrios equipamentos, como:

. serra dupla de desdobro de toras de fita ou circular utilizada para a retirada das duas costaneiras simultaneamente, evitando a liberao desproporcional e assimtrica das tenses de crescimento. Atravs de cortes simultneos e paralelos das costaneiras, evita-se, principalmente, que haja o arqueamento da tora, em funo da liberao das tenses.

. serra circular mltipla ou multisserra utilizada em cortes sucessivos da pea, garantindo maior produo, quando comparada serra simples, e um menor desvio padro quanto s diferenas dimensionais na largura das peas.

. serra de fita simples ou reversa utilizada no aproveitamento das costaneiras, gerando peas de qualidade, com menos resduos, alm de aumentar o rendimento em madeira serrada.

. serra circular alinhadeira ou canteadeira utilizada para padronizao da largura das peas

. serra destopadeira dupla constituda de serras circulares posicionadas em duas linhas paralelas e distanciadas das peas serradas no comprimento padro.

O melhor esquema bsico de corte para eucalipto deve constar de duas serras paralelas de fita ou circulares, complementadas com uma srie de serras circulares para desdobrar o bloco obtido de duas faces planas. Experincias com Eucalyptus saligna concluram que o melhor mtodo foi o de duas serras paralelas circulares ou de fita para produzir um bloco de duas faces planas e serras mltiplas para cortar esse bloco em peas com a espessura desejada. No se recomenda o uso de uma nica serra com um carro porta-toras, em funo da pea remanescente do primeiro corte apresentar uma curvatura convexa.

Setembro/2001