MENU
Carbono
Classificao do Pinus
Colheita
Desdobro
Espcies
Geoprocessamento
Habitao
Manejo
Meio ambiente
Melhoramento
Mercado
Mercado-Europa
Mercado-Oferta
Nutrio
Painis
Pinus Tropical
Plantio
PMVA
Pragas
Preservao
Preservao
Qualidade
Resduos
Resinagem
Secagem
Silvicultura
Sispinus
Usinagem
Anunciantes
 
 
 

REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°68 - DEZEMBRO DE 2002

Espcies

Espcies

As espcies do gnero Pinus vm sendo plantadas no Brasil desde h mais de um sculo. Inicialmente, foram introduzidas espcies europias e dos Estados Unidos para fins ornamentais. Posteriormente, foram buscadas espcies para fins silviculturais, visando produo de celulose, papel e madeira serrada. Ao longo de dcadas de ensaios de espcies e testes de procedncias, ficaram bem definidas as mais apropriadas para produo de madeira em cada regio bioclimtica. Segundo dados da SBS (Sociedade Brasileira de Silvicultura), referentes ao ano 2000, existia mais de 1,8 milho de hectares plantados com Pinus, dos quais, mais da metade (57,6%) nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran.

As regies com aptido para plantios comerciais de Pinus para produo de madeira e subprodutos podem ser definidas com base nos fatores bioclimticos e fisiogrficos limitantes ao desenvolvimento de cada espcie. Entre esses fatores esto a ocorrncia de geadas severas, dficit hdrico, ocorrncia de pragas, altitude e profundidade do lenol fretico.

Nos Estados do Sul, quase todos os plantios de Pinus so das espcies P. taeda e P. elliottii var. elliottii. Outras espcies, plantadas em menor escala ou em fase de experimentao, incluem P. caribaea var. hondurensis, P. caribaea var. bahamensis, P. oocarpa, P. tecunumanii, P. patula, P. maximinoi e P. greggii. No Sudeste, h maior predominncia de P. caribaea var. hondurensis, P. oocarpa, P. tecunumanii e, em menor escala, P. taeda, P. elliottii var. elliottii, P. patula e P. maximinoi. No Centro-Oeste, as espcies mais plantadas so P. caribaea var. hondurensis, P. oocarpa, P. tecunumanii e, em menor escala, P. kesiya. No Norte (Par e Amap), as mais plantadas so P. caribaea var. hondurensis e P. tecunumanii.

Pinus caribaea var. bahamensis e var. hondurensis so variedades cuja regio recomendada para plantio tem a maior extenso no Brasil. Excetuando as regies sujeitas a geadas no Sul e Sudeste e a Regio Semi-rida do Nordeste, essas variedades podem ser plantadas em quase todo o territrio. Isto inclui toda a faixa litornea do Norte ao Sul, a Regio dos Cerrados e a Amaznia. A deciso por uma ou outra variedade para plantio deve ser fundamentada em experimentos na mesma regio, visto que podem apresentar diferenas tanto em incremento volumtrico quanto na qualidade da madeira.

Pinus elliottii var. elliottii pode ser plantada, comercialmente, em toda a Regio Sul e Sudeste. Ela apresenta moderada tolerncia a dficit hdrico, podendo crescer bem nas zonas de transio para os cerrados e as florestas semideciduais dos Estados do Paran e So Paulo, bem como nas reas com lenol fretico prximo superfcie (pantanal). Portanto, outra regio apropriada para o plantio desta espcie so as plancies litorneas dos Estados do Sul. Um atributo muito importante desta espcie a alta produo de resina, possibilitando a sua explorao comercial, paralelamente produo de madeira.

Pinus greggii uma espcie mexicana que est em fase experimental. Os plantios iniciais, atualmente com oito anos de idade, vm revelando alta resistncia a geadas severas e precocidade de reproduo. O material gentico introduzido diretamente das origens tem manifestado alta variabilidade em crescimento e forma de fuste, com alta freqncia de troncos retorcidos. No entanto, ocorre, tambm, uma grande freqncia de rvores vigorosas, de boa forma. Mediante trabalhos de seleo e reproduo dirigida, espera-se melhorar o padro de qualidade dos povoamento em geraes subseqentes, tornando-a uma espcie alternativa valiosa para plantios comerciais no planalto sul.

Pinus kesiya uma espcie tropical, originria do Sudeste Asitico, onde plantada para produo de madeira e resina. No Brasil, tem sido plantada na Regio dos Cerrados para produo de madeira. Apesar do seu incremento volumtrico ser menor que de outras espcies como P. caribaea var. hondurensis ou P. tecunumanii, ela uma importante alternativa na regio tropical sujeita a altas temperaturas e dficit hdrico pronunciado.

Pinus maximinoi uma espcie mexicana, introduzida, recentemente, como alternativa para plantios comerciais no Sul e Sudeste do Brasil. Seu crescimento vigoroso, com alto incremento volumtrico e sua madeira de alta qualidade. No entanto, ela apresenta baixa tolerncia a geadas.

Pinus oocarpa , tambm, uma espcie tropical mas que tolera geadas moderadas aps a fase inicial de estabelecimento no campo. A regio recomendada para o seu plantio coincide, aproximadamente com a de P. caribaea, podendo, adicionalmente, se estender para o planalto sul, exceto nos locais sujeitos a geadas severas. Outro ambiente no recomendado para o seu plantio so as regies de baixa altitude como as plancies costeiras e os vales dos rios.

Pinus patula uma espcie mexicana, de rpido crescimento, produtora de madeira de alta qualidade, tanto para processamento mecnico (desdobro e laminao) quanto para produo de celulose e papel. No entanto, uma limitao que seu melhor desempenho se restringe a locais de grandes altitudes (mais de 900 m). Quando plantada em locais de baixa altitude, esta espcie tende a produzir grande quantidade de ramos grossos e fuste de baixo valor comercial devido grande quantidade de ns e m forma geral. Alm disso, nesses ambientes, ela altamente suscetvel lagarta desfolhadora, do gnero Glena, que pode devorar as acculas em um surto.

Pinus taeda apresenta maior crescimento e produtividade de madeira na regio do planalto, no Sul e Sudeste, em solos bem drenados, mesmo em locais sujeitos ocorrncia de geadas, desde que no haja dficit hdrico.

Pinus tecunumanii uma espcie produtora de madeira de alta qualidade. Esta no apresenta resistncia geada. Porm, de rpido crescimento na regio tropical, podendo ser plantada aproximadamente nos mesmos ambientes favorveis a P. caribaea var. hondurensis.

Maio/2003