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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°132 - OUTUBRO DE 2012

Biomassa

Cresce presena de energias renovveis

As energias renováveis poderiam suprir 35% das necessidades mundiais de energia até 2030. Os países da OCDE terão que reduzir suas emissões em até 80%. Os investimentos em energias renováveis devem atingir, entre 2011 e 2030, US$450 bilhões, aumentando para mais de US$600 bilhões por ano a partir de 2020. O mercado de produtos e serviços verdes do Reino Unido, por exemplo, que vale quase R$ 1 trilhão, já emprega cerca de 900 mil pessoas, diretamente ou na cadeia de oferta mais ampla.

Para o presidente da Associação Brasileira de Biomassa, Celso Oliveira, o Brasil tem potencial para alcançar um modelo energético menos poluente e economicamente viável se houver mais pesquisas e investimentos do Estado. Um estudo do Ipea conclui que o Brasil precisa investir em pesquisa, distribuir melhor seus recursos e promover incentivos à produção de energia renovável. O texto afirma que ‘muito mais do que um sacrifício para a economia nacional, a sustentabilidade ambiental deve ser vista como uma oportunidade para o desenvolvimento sócio-econômico. Esse raciocínio segue a tendência mundial, talvez irreversível, de uso de energias alternativas com responsabilidade social e ambiental’.

No caso específico da biomassa, ainda falta a criação de uma política setorial de contratação de energia da biomassa, a reestruturação do formato de regulamentação para os leilões e a mitigação dos custos com conexão são as principais metas do mercado de bioeletricidade para 2011. Ao longo de 2010, mais especificamente no segundo semestre, foi divulgada a portaria que alterou o cálculo de garantia física para usinas de biomassa. Apesar dessas novidades, o setor exige mais. Com a indefinição de uma política específica e sem os incentivos semelhantes aos que favoreceram o sucesso da energia eólica nos últimos leilões de reserva e fontes alternativas. Sem uma política de expansão financeira e leilões que garantam a participação da fonte na matriz energética nacional, pode ocorrer uma desorganização de toda a cadeia produtiva. O Brasil conta, atualmente, com 437 usinas a biomassa instaladas. Mas apenas pouco mais de 20% dessas plantas geram excedente para a rede, o que corresponde a uma média de 1.110MW. Elas atendem a aproximadamente 3% do consumo nacional. Para que essa tímida participação não acabe estagnando o mercado, os investidores entendem que é fundamental a contratação mínima de 500MW médios anuais.

O presidente da Associação Brasileira de Biomassa, Celso Oliveira, destaca um estudo em que o aproveitamento de resíduos florestais e da agricultura pode contribuir para a racionalização dos recursos , bem como para gerar uma nova alternativa econômica para as empresas do Brasil, aumentando a geração de renda e de novos empregos. No segmento empresarial, o aproveitamento de resíduos gerados pela agricultura ou pela extração e industrialização da madeira podem beneficiar desde indústrias de processamento primário até fábricas de móveis. Transformando o resíduo em biomassa ou wood pellets e briquete poderá gerar uma nova fonte financeira para as empresa.