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REVISTA DA MADEIRA - EDIÇÃO N°112 - ABRIL DE 2008

Setor Florestal

O desenvolvimento do setor florestal brasileiro

O setor florestal brasileiro contribui com uma parcela importante para a economia brasileira, gerando produtos para consumo direto ou para exportação, gerando impostos e empregos para a população e, ainda, atuando na conservação e preservação dos recursos naturais. De acordo com a classificação do Programa Nacional de Florestas (PNF) do Ministério do Meio Ambiente, oito cadeias produtivas exploram o patrimônio florestal: chapas e compensados, óleos e resinas; fármacos; cosméticos; alimentos; carvão, lenha e energia; papel e celulose; madeira e móveis. Buscando-se avaliar a contribuição do setor para a economia nacional realizou-se um estudo de dados estatísticos divulgados pelos diversos órgãos relacionados.

Na exportação, o setor tem participação com cerca de 7 % do valor total, contribuindo com 9 bilhões de dólares por ano e dado ao saldo inexpressivo de importações do setor, a economia florestal tem sido, historicamente, responsável por um dos cinco maiores saldos comerciais positivos do país. Quanto à geração de empregos, é responsável por 9% da população economicamente ativa. Graças ao domínio tecnológico da silvicultura e às vantagens ambientais, as florestas plantadas alcançam tamanho de corte entre 12 e 14 anos, onde a idade de corte para o eucalipto chega a ser de 5 a 7 anos, para algumas regiões contra períodos em torno de 50 anos em clima temperado.

As florestas plantadas fornecem ainda, 85 % de todos os produtos de origem florestal encontrados no mercado, buscando desse modo, diminuir a pressão sobre as florestas nativas no país.

O ensino da engenharia florestal no Brasil teve início com a criação da Escola Nacional de Florestas (ENF), em Viçosa-MG, na antiga Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (UREMG), hoje, Universidade Federal de Viçosa (UFV). Desde então, esta profissão tem se destacado e mostra sua importância no âmbito nacional. A profissão de engenheiro florestal, criada pela Lei 4.643 de 31 de maio de 1965, tem por responsabilidade a administração dos recursos naturais, encontrando subsídios para que possamos usufruir dos produtos florestais de forma contínua e ambientalmente correta.

O profissional desta área deve praticar seus conhecimentos em soluções criativas e ecológicas na busca de um ambiente florestal sustentado, ou seja, legar aos nossos descendentes tudo aquilo que recebemos de nossos antepassados, se não melhorados, pelo menos tal qual os recebemos.

O profissional é apto a atuar em diversas áreas como Meio Ambiente; Silvicultura e Manejo florestal; Política e Legislação Florestal; e Tecnologia da Madeira.

O mercado de trabalho para Engenheiros Florestais é estável e as oportunidades são ainda mais promissoras devido à necessidade de gestão ambiental, soluções para os problemas ambientais e criação de novas tecnologias para a produção florestal.

Economia florestal

Como em outros países com economias voltadas para a produção primária de commodities baseadas em recursos naturais, as florestas brasileiras têm sido intensamente exploradas ao longo da história e continuam a oferecer novas oportunidades para a expansão econômica.

O setor florestal brasileiro contribui com uma parcela importante para a economia brasileira, gerando produtos para consumo direto ou para exportação, impostos e emprego para a população e, ainda, atuando na conservação e preservação dos recursos naturais.

De acordo com a classificação do Programa Nacional de Florestas (PNF) do Ministério do Meio Ambiente, oito cadeias produtivas exploram o patrimônio florestal: chapas e compensados, óleos e resinas; fármacos; cosméticos; alimentos; carvão, lenha e energia; papel e celulose; madeira e móveis.

Dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro, aproximadamente 63,7% são cobertos por florestas nativas, 23,2% ocupados por pastagens, 6,8 % agricultura, 4,8 % pelas redes de infra-estrutura e áreas urbanas, 0,9 % culturas permanentes e apenas 0,6% abrigam florestas plantadas.

No mundo, as florestas plantadas para o uso industrial, ocupam aproximadamente 187,5 milhões de hectares, o que equivale a um país do tamanho do México. Desse total, 5,4 milhões de hectares, ou 2,9 % do total, encontram-se no Brasil, ainda que estes plantios correspondam apenas a 1 % do total florestal nacional.

O PIB Florestal responde por 3 % do PIB nacional, perfazendo um total superior a US$ 30 bilhões, com destaque de três setores: celulose e papel , siderurgia e carvão vegetal e madeira e móveis.

Com relação à exportação, o setor tem participação com cerca de 7 % do valor total, contribuindo com 9 bilhões de dólares por ano e dado ao saldo inexpressivo de importações do setor, a economia florestal tem sido, historicamente, responsável por um dos cinco maiores saldos comerciais positivos do país. Quanto à geração de empregos (diretos e indiretos), é responsável por 9% da população economicamente ativa (7 milhões de pessoas).

Graças ao domínio tecnológico da silvicultura e às vantagens ambientais, as florestas plantadas alcançam tamanho de corte entre 12 e 14 anos, onde a idade de corte para o eucalipto chega a ser de 5 a 7 anos, para algumas regiões contra períodos em torno de 50 anos em clima temperado.

Além de ser considerada uma espécie de rápido crescimento, o eucalipto produz ainda, com um menor custo, muito mais madeira por área quando comparado com os demais países. A produtividade média de madeira no Brasil alcança de 45-50 m³/ha/ano, enquanto para o Chile, Estados Unidos, Canadá e Finlândia, esta corresponde a 20, 10, 7 e 4 m³/ha/ano, respectivamente (Votorantim Celulose e Papel - VCP, 2004). Quanto ao pinus, que também é cultivado no Brasil, este rende, 35 m³, contra 4 m³ das coníferas dos países do Hemisfério Norte e 20 m³ do pinus no Chile. O cultivo de florestas plantadas dispõe assim de uma forte vantagem competitiva.

No Sul e no Sudeste do país (Minas Gerais, São Paulo, Paraná) e no sul da Bahia, dezenas de indústrias de papel e celulose, usinas siderúrgicas e fábricas de painéis e móveis, várias delas detentoras de certificados de excelência ambiental, manejam 48 mil km² de florestas plantadas.

A atividade florestal é importante sob diversos aspectos, além do econômico. Para alguns produtos, o país ocupa lugar privilegiado no mercado mundial. Porém, as características de solo e clima e a extensão das terras brasileiras aptas à produção de madeira indicam que o Brasil poderia ocupar uma posição ainda mais relevante no cenário florestal mundial.

Entretanto, um dos maiores desafios é a conservação das florestas nativas, evitando o desmatamento irracional, visando atender a demanda por produtos de origem florestal por meio de floretas plantadas.

Autores: Kelly Cristina Tonello (kellytonello@yahoo.com), Michele Karina Cotta, (mkcotta@yahoo.com.br), Ricardo Ribeiro Alves, (ricardo@vicosa.ufv.br), Carmelita de F. Amaral Ribeiro (carmelribeiro@yahoo.com.br), Henrique Quero Polli (hpolli@yahoo.com.br), Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
 
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